Evento de observação da ‘Superlua Azul’ reúne centenas de visitantes no observatório de astronomia em Bauru


Cerca de 300 pessoas participaram da palestra que explicou o fenômeno, que é considerado raro. Professor e coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Rodolfo Langhi, explicou que evento é a junção de dois fenômenos: a lua azul e a superlua. Evento no observatório explicou o fenômeno da Superlua Azul, além de promover a observação em Bauru
Observatório de Astronomia da Unesp/ Divulgação
Cerca de 300 visitantes estiveram no Observatório Didático de Astronomia “Lionel José Andriatto” da Unesp Bauru para acompanhar a observação da “Superlua Azul”.
Apesar da previsão de céu nublado, o que dificulta a observação do fenômeno. visitantes observar a Lua através dos telescópios do local.
Além disso, uma palestra, ministrada por Mariella Patti, educadora veterana do Observatório e divulgadora científica, explicou as condições para o fenômeno com o satélite natural.
Além da palestra, as crianças puderam participar de oficinas infantis com as professoras pedagogas da equipe do Observatório com temática do fenômeno.
Crianças puderam participar de oficinas sobre os fenômenos astronômicos em Bauru
Observatório de Astronomia da Unesp/ Divulgação
Entenda o fenômeno
Registro da Superlua Azul
Observatório de Astronomia da Unesp/ Divulgação
O professor e coordenador do observatório de astronomia, Rodolfo Langhi, explicou que o evento registrado em parte do país na última noite é a junção de dois fenômenos – a lua azul e a superlua.
De acordo com o especialista, a lua azul é quando há uma segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Enquanto a superlua, é quando o satélite está mais próximo da Terra – o que a deixa mais brilhante aos olhos dos observadores.
Superlua: ocorre quando a Lua está cheia e em seu ponto mais perto da Terra na órbita ao redor do nosso planeta. Esse período é chamado de perigeu, quando o satélite aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (Microlua) – quando está mais distante.
Lua Azul: apelido dado à segunda lua cheia que acontece em um mesmo mês. Por ser apenas uma referência ao calendário, não tem de fato uma relação com alguma alteração de cor ou aparência do satélite.
O professor explicou ainda que, apesar do nome, a lua não necessariamente fica azul.
“Gases e partículas ajudam a lua ter uma coloração diferente, mas ela não fica azul. A superlua azul consiste em uma segunda lua cheia que acontece durante o perigeu, que é o termo usado para aproximação [da lua com a terra]. A lua só leva esse nome por conta de uma expressão da língua inglesa ‘once in blue moon…’ que indica ser algo muito raro. Uma vez foi usada numa revista de astronomia e a expressão se popularizou”, reforça.
Nestas datas, a lua estará maior e mais brilhante, pois estará no perigeu, ponto da órbita de máxima aproximação da Terra, a uma distância de 357.344 quilômetros do planeta. Em média, a distância entre a Terra e a Lua é de cerca de 384.400 quilômetros.
Segundo os astrônomos, a Lua fica maior devido à sua proximidade com a Terra e mais brilhante, pois reflete mais luz solar para o nosso planeta, se comparada a uma lua cheia comum.
‘Superlua azul’
‘Superlua de esturjão’
Reprodução/EPTV
A primeira superlua deste mês ocorreu no dia 1º de agosto, a chamada “Superlua de Esturjão”. Mas a lua ficou mais próxima da Terra durante a noite desta quarta-feira, cerca de 357.344 quilômetros de distância. Por ser a segunda lua cheia no mesmo mês, ela leva o nome de lua azul.
A última vez que duas superluas completas apareceram no céu no mesmo mês foi em 2018. Isso não acontecerá novamente até 2037.
Observatório de Astronomia em Bauru (SP)
Observatório de Astronomia da Unesp em Bauru/Divulgação
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