Comissão Especial de Inquérito apura suspeita de superfaturamento na compra do material didático ‘Palavra Cantada’ por parte da Prefeitura de Bauru (SP), que custou R$ 5,2 milhões aos cofres públicos municipais. Câmara de Bauru aprova CEI da Palavra Cantada
Câmara de Vereadores Bauru/Divulgação
Os vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a aquisição do material pedagógico “Palavra Cantada” pela prefeitura de Bauru (SP) decidiram prorrogar o prazo de entrega do relatório final. A decisão foi tomada na 10ª reunião dos membros da CEI, nesta quarta-feira (27), no plenário da Câmara Municipal.
A entrega do relatório final, cumprindo o prazo de 90 dias desde a instauração da CEI, deveria ocorrer até o dia 9 de outubro. No entanto, o colegiado apontou que o documento ainda precisa de ajustes e, por isso, decidiu prorrogar os trabalhos da Comissão por mais 30 dias.
Deste modo, o novo prazo final para apresentação é dia 9 de novembro. Ainda assim, caso o documento fique pronto antes do prazo, a leitura dele pode ser antecipada.
A CEI do Palavra Cantada tem como presidente o vereador Markinho Souza (Fed. PSDB/Cidadania) e a relatoria do parlamentar Serginho Brum (PDT). Também são membros do colegiado, os vereadores Chiara Ranieri (União Brasil), Mané Losila (MDB) e Junior Lokadora (PP).
Nesta quarta-feira, a ’CEI do Palavra Cantada’ ouviria os representantes da Movimenta Editora, responsável pela elaboração do material didático comprado pela Prefeitura de Bauru, mas os convidados não vieram e justificaram a ausência com a apresentação de um ofício à Câmara.
No documento, os representantes da editora disseram que todo processo de compra foi feito dentro da legalidade e que, por isso, não teriam mais nada a acrescentar à comissão.
Ainda durante a 10ª reunião da CEI, os membros confirmaram que foi aceita a quebra de sigilo telefônico de Fábio Colasso Schwarz, diretor de departamento da Secretaria de Educação de Bauru. Os membros buscam investigar a conversa do diretor com os representantes da editora do material pedagógico pouco antes da aquisição.
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Material polêmico
O programa “Palavra Cantada na Escola“ foi adquirido pela Secretaria Municipal de Educação no ano de 2022 e custou R$ 5,2 milhões aos cofres públicos municipais.
A abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi feita no dia 10 de julho. A CEI foi proposta pelos vereadores com a justificativa de suspeita de superfaturamento na compra do material, além de apontamentos negativos por profissionais da Educação, necessitando de investigação para avaliar se a forma de aquisição atende o interesse público e se não houve prejuízo ao erário.
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A compra aconteceu no ano passado e custou R$ 5.295.048 à Prefeitura de Bauru. Até agora, porém, o material não foi implementado nas escolas municipais.
Essa é a segunda CEI em andamento no Poder Legislativo para investigar possíveis irregularidades do Executivo. No dia 3 de junho, os vereadores já tinham instaurado a CEI das Contrapartidas, que apura contratos entre o Executivo e empresas particulares da cidade.
Procurada, a Prefeitura de Bauru (SP) informou que, em relação aos insistentes pedidos de abertura de CEI, é notório que parte de uma minoria de oposição insiste em perseguir o mandato da prefeita Suéllen Rosim (PSD).
A prefeitura ainda pontuou que todas as ações do governo são pautadas dentro da legalidade e que prestará as informações necessárias.
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